…estávamos no melhor país do mundo. É isso aí, em setembro, completamos um ano de Super Samurai San, um ano da viagem, um ano de saudades do Japão. Para relembrar e alimentar a depressão, vamos recapitular:
Dia 21 decolamos de Guarulhos. Lembro que, naquele dia de manhã, fomos todos os 4 pra Liberdade, comprar ien e acabamos fazendo o seguro-viagem. Mais tarde, quase que o Nagae foi obrigado a usar, porque passou mal em Osaka. Nesse dia 21, minhas malas já estavam prontas, mas não sei por que resolvi cortar cabelo de tarde, talvez porque estivesse ridículo de tão comprido. Na maior calma, saí de casa no final da tarde, e pra variar, fui o último a chegar no aeroporto. Acho que só fui me dar conta de que estava indo viajar quando vi o free shop. Sabe como é, nunca tinha viajado de avião e tal, fiquei deslumbrado.

Quarto do Kangetsu, antes da nossa baderna
Chegamos no Japão no dia 23. Ficamos perdidos um tempo no aeroporto de Narita, e chegamos em Chidoricho já de noite. Nossa primeira base de operações foi o Ryokan Kangetsu, um albergue bem legal, mas o Marcio não gostou muito do cheiro de misoshiro nos quartos, por causa do tatami.
No dia seguinte, fomos para Akihabara. Num grupo de nerds, o primeiro destino no Japão não poderia ser outro. Bom, nerds, tirando o Nagae, que faz o malandrômetro girar que nem ventilador. Se bem que, no final das contas, não sei se entramos no grupo dos nerds. Passamos reto por Akihabara, ignorando os becos mais estranhos com seus maid cafés e lojas de eletrônicos, e seguimos para o Parque Ueno. Nesse dia, tive o primeiro contato com a melhor loja do mundo, a Tsutaya, que vende trecos de música e jogos que só se acha no Japão. Esse dia deu o tom do resto da viagem: dias bem aproveitados, muita andança e a gente voltando podre pro albergue.

Vista de Ueno em direção a Akihabara, ao anoitecer
No segundo dia inteiro em Tokyo, andamos mais ainda. Sem muito planejamento, fomos ver o Palácio Imperial, porque o Marcio gosta desses programas de velho. De lá, paramos em alguns parques, inclusive em um deles encontramos o lendário gato da língua de fora, que acabou virando o mascote desse blog. Andamos em direção aos prédios, e sem saber, entramos em Ginza.

Ginza, dã
Andamos e andamos, muitos prédios, muitas lojas de roupa, muita mulher bonita, e o Nagae comprando maquiagem. Haha. Não, é sério, ele comprou maquiagem. Err…

Nagae em Ginza, prestes a levar um piano na cabeça
O engraçado é que, tirando o Palácio do Imperador, absolutamente nada foi planejado nesse dia. Fomos andando conforme o fluxo. Foi mais ou menos assim:
Tonto 1: pra onde a gente vai agora?
Tonto 2: sei lá. Pra lá tem uns prédios bonitos.
Tonto 3: beleza, vamos pra lá então.
Foi assim que fomos parar em Ginza. E foi assim que fomos parar na Tokyo Tower. Vimos de longe, e andamos até lá. Passamos em uma livraria, um templo macabro, uma escada rolante a céu aberto, um mercado animal, e um campo de baseball antes de chegar na Tokyo Tower, já de noite. Foi aí que o Nagae percebeu que tinha perdido sua sacola de maquiagem, e mobilizamos os funcionários da Tokyo Tower pra ajudar a encontrar. Passadas algumas horas, desistimos e fizemos o caminho de volta, até a caixa do supermercado que a gente passou entregar a tal sacola. É, honestidade. Legal, né? Dificilmente se vê por aqui.

Aquele quadrado no meio da Tokyo Tower, na verdade, são dois andares de observatório, loja de lembranças, café e até espaço pra DJ
No dia 26, passamos em Akihabara pro Nagae comprar a filmadora dele, e depois fomos para Asakusa. Dia 27, saímos de Tokyo de manhã e enfrentamos 5 horas de trem pra chegar em Kakegawa. Dia 28, saímos de Kakegawa e enfrentamos mais 5 horas de trem pra chegar em Osaka. E, infelizmente, as fotos desses dias se perderam no meio do caminho, então aproveito para encerrar esse post gigante e comemorativo por aqui.

Nos arredores da Estação Tokyo
Saudade, fazer o que…