
Existem duas coisas que me dão muito medo. A primeira delas eu não posso dizer em lugares públicos como a internet, porque pode render processo e blá blá blá, mas encontramos um monte em Roppongi, o que deixou o grupo todo de mal humor, como você pode conferir no post correspondente. A segunda coisa que mais me dá medo são fantasmas. Graças a Deus, eu nunca vi nenhum, mas nessa viagem, passamos por um lugar sinistro, que com certeza tava lotado de fantasmas.
É claro que foi em Kyoto, lugar de velhos e assombrações. O albergue em que ficamos era no meio do nada. Verdade que era o albergue mais bonito que ficamos, mas de noite era um lugar bem medonho, como vocês podem conferir na foto aí em cima.
Quando chegamos, já era noite, e o Nagae ainda carregava um pouco de frescura podridão do dia anterior. Saudáveis, Marcio, Dani e eu decidimos olhar o mapa dos arredores e ir até o mercado mais próximo pra comprar comida. O problema é que era meio longe, e entre o albergue e o tal mercado, havia uma rua escura, comprida, com mato por todos os lados, e provavelmente, mal assombrada.
Como o que os olhos não veem, o coração não sente, optamos por caminhar olhando pra baixo. Levantar a cabeça e olhar em volta era certeza de ver alguma alma penada flutuando por aí ou fazendo essas bizarrices que fantasmas fazem.
Bom, mas dos males, o menor. Fantasmas não andam armados, não te assaltam e não te dão tiro, então tudo que tivemos que fazer foi ignorar sua óbvia presença e seguir em frente. Chegamos no tal mercado, compramos bentôs e voltamos pelo mesmo caminho, sem olhar em volta, é claro.

Mas tudo bem. Existe outro tipo de coisa que é muito pior, e que existe aos montes no Brasil. E pensando bem, eles também aparecem do nada, só que são bem piores que fantasmas.