Antes de seguir em frente, vamos a um esclarecimento: o Japão é um país tão moderno, que lá já existe teletransporte. Quando chegamos em Odaiba, o Marcio, pra variar, quis conferir o mapa do lugar. Junto com as localizações dos pontos mais importantes de Odaiba, tinha um lugar chamado “Tokyo Teleport”. No começo, não levamos muito a sério. Devia ser um brinquedo, uma atração turística qualquer. Mas não, o negócio é real.
Esse momento hilário e bizarro ao mesmo tempo aconteceu quando já era começo de noite. A gente tinha acabado de sair do prédio da Fuji TV, e atravessamos a avenida principal, aquela do monotrilho, pra procurar um lugar pra comer no Decks ou no Aquacity, os dois shoppings gigantes que ficam em frente ao mar.

Como não tenho uma foto mais "semântica", fiquem com essa de um dos melhores prédios do mundo, o prédio da Fuji TV
Estávamos andando distraídos, apenas curtindo a paisagem, quando surge uma mulher do nada. Uma senhora, talvez “velhinha” seja exagero, mas que seja. Em uma mistura de japonês quebrado e linguagem de sinais, ela solta a seguinte frase:
“KOKO WA DOKO DESU KA?”
Uma combinação de palavras tão básicas, que mesmo sem ter entrado no curso de japonês naquela época, a gente já sabia o que significava. Traduzindo, seria algo como “onde é aqui?” ou “que lugar é esse?”. Sim, bizarro. E pior, a mulher tinha cara de japonesa. Como uma japonesa poderia estar no Japão e não saber em que lugar estava? Aliás, como uma pessoa chega em um lugar sem saber onde está?! Ainda mais levando em consideração que Odaiba é uma ilha artificial, e existem poucas formas de chegar lá de outras regiões de Tokyo!
Sem entender nada, ficamos um olhando pra cara do outro, pra ver se alguém sabia como responder. Um de nós soltou um tímido “hã… Odaiba?”. Aí a mulher começou a fazer um gesto com a mão, como se estivesse escrevendo, e repetiu, soletrando em voz alta “O-D-A-I-B-A?!”, com uma voz confusa. Respondemos que sim, a mulher agradeceu, e seguimos em frente, ainda sem entender nada. Aí, deduzimos que a mulher veio parar em Odaiba através do tal do Tokyo Teleport. Vai ver, ela estava em casa sossegada, quando alguém apertou um botão no Tokyo Teleport, e pronto, ela surgiu em Odaiba, sem entender nada. E nós, menos ainda.
Quem duvida da existência do Tokyo Teleport, dá uma olhada no Google ou na Wikipedia. Segundo a página, é só o nome de uma estação de trem. Mas nós estivemos lá, e sabemos da verdade. O teletransporte existe de verdade, e faz gente aparecer do nada em Odaiba, sem saber onde está.
Bom, se acontecesse comigo, eu não iria reclamar…




Finalmente! Graças à minha preguiça sem tamanho, fiquei um longo tempo sem as fotos, até que o Marcio não aguentou mais e trouxe pra mim. Na verdade, eu nem fui atrás porque sabia que, quando eu tivesse com as fotos, não teria mais desculpas pra não atualizar isso aqui. Agora já era. Estou aqui, então parem de reclamar. Ah é, quem quiser acompanhar nossas emocionantes aventuras nipônicas (?), é só procurar ali embaixo do post ou na barra lateral, em Categorias, clique em
Talvez tenha sido a fome, afinal a gente não tinha nem almoçado, mas dava pra sentir um cheiro bom de carne, de longe. Entramos e o lugar impressionou. As mesas tem aquele forninho no meio onde você mesmo assa as carnes, e no restaurante tinha aquelas salinhas reservadas com tatame, dá até pra imaginar os grupos de executivos se reunindo pra jantar após o expediente, ou o pessoal da Yakuza debatendo sobre os os próximos dedos que vão cortar. Felizmente, o lugar tava vazio, nada de mafiosos mal-encarados. Então, sentamos em uma mesa normal, sem tatame, e comemos.
Na foto acima, da esquerda pra direita… ah, esquece. Se você não sabe quem é quem, não te interessa, vai encher a paciência de outro.
Osaka é muito legal. E sim, o nome da loja é Suvaco. Deve vender desodorantes, sei lá.
Pois é, o Marcio fez a gente ir em outro lugar de velho, Asakusa. Mais templos e castelos e blábláblá. E o pior é que ainda nem foi o último lugar desses, mas isso eu conto mais tarde. Esse foi o último dia inteiro da nossa primeira estadia em Tokyo. Já deu pra sentir um aperto no coração por ter que deixar uma cidade tão perfeita para trás.
Foram 5 horas de viagem. Chegamos quebrados em Kakegawa, onde fomos recepcionados pela Emi, a tia do Nagae que nos hospedou. Aí a gente almoçou/jantou, pois já era meio tarde, e fomos pra loja de 100 ien. Compramos umas besteiras, e como eu esqueci a lista de compras, mais uma vez não pude aproveitar pra comprar as encomendas, mas tudo bem.